Caso registrado na noite de Corpus Christi eleva para seis o total de crianças baleadas em Salvador e região metropolitana no ano, segundo o Instituto Fogo Cruzado. Metade não sobreviveu.
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Um bebê de 1 ano morreu baleado na noite da quinta-feira, 4 de junho, feriado de Corpus Christi, no bairro Camaçari de Dentro, no município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. A criança, identificada pela imprensa local como Gael Almeida da Silva, estava no colo de um homem quando um suspeito em uma motocicleta se aproximou e disparou.
Segundo informações divulgadas pela A Tarde, o homem que acompanhava o bebê é Henrique Matheus Dias dos Santos, 19 anos. Ele foi atingido no abdômen e encaminhado para o Hospital Geral de Camaçari, onde permanecia internado. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para socorrer as duas vítimas, mas a criança não resistiu aos ferimentos.
Até o momento, nenhum suspeito foi preso. O caso é investigado pela 4ª Delegacia de Homicídios de Camaçari. Guias para perícia foram expedidas e diligências estão em andamento para identificar a autoria e a motivação do crime.
O episódio elevou para seis o total de crianças baleadas em Salvador e na Região Metropolitana em 2026, conforme levantamento do Instituto Fogo Cruzado. Das seis vítimas, três morreram em decorrência dos ferimentos. O dado revela um cenário de violência que não poupa nem os mais novos.
O panorama preocupa quando somado ao histórico mais amplo. Entre 2022 e 2026, 258 crianças e adolescentes foram vítimas da violência armada em Salvador e na RMS, segundo o mapeamento Futuro Exterminado, do mesmo instituto. Desse total, 66,7% — ou seja, 172 — morreram. Só até 11 de abril deste ano, já eram 26 casos de crianças e adolescentes baleados, com 20 mortes registradas.
Os números de tiroteios também cresceram. Entre janeiro e maio de 2026, foram contabilizadas 261 ocorrências envolvendo disparos em ações policiais na capital baiana e arredores — alta de 9% em relação ao mesmo período de 2025, quando houve 240 registros, segundo o Fogo Cruzado. Crianças e adolescentes continuam sendo atingidos nesse contexto.
Um dos casos que chocou a região antes deste ocorreu em maio, no Engenho Velho da Federação, em Salvador, quando uma criança de 11 anos foi morta durante uma ação policial na localidade conhecida como Lajinha. A tia da vítima também foi baleada e ficou ferida.
A violência contra crianças é monitorada pelo Instituto Fogo Cruzado por meio da plataforma Futuro Exterminado, que registra baleamentos de menores nas regiões metropolitanas de Salvador, Rio de Janeiro, Recife e Belém desde 2016. O objetivo é dar visibilidade às vítimas e pressionar por políticas públicas de proteção.
Blog Oxente News, 05/06/26

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