![]() |
| Investigação extrajudicial apura pagamentos abusivos de diárias, irregularidades em contratos e suspeitas de fraudes documentais na Casa Legislativa (Foto: Arquivo BlogAR) |
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça local, converteu um procedimento preparatório em Inquérito Civil para apurar uma multiplicidade de supostos ilícitos político-administrativos, civis e penais.
As informações foram extraídas da portaria de instauração do Inquérito Civil nº 01695.000.131/2025, pertencente ao MPPE, publicada no Diário Oficial do Ministério Público de Pernambuco nesta quinta-feira (28/05). A investigação foca em denúncias de desvios financeiros estruturados na Câmara Municipal de Petrolândia - PE.
O procedimento investigatório visa o aprofundamento dos fatos para fundamentar eventuais Ações Civis Públicas por Atos de Improbidade Administrativa, ações penais e de ressarcimento patrimonial.
Representação aponta multiplicidade de ilícitos e rede de beneficiários
A apuração extrajudicial teve origem a partir de uma representação e Notícia de Fato formalizada pelo parlamentar municipal Evaldo José de Sá. O documento aponta irregularidades imputadas de forma direta e contínua ao atual Presidente da Casa Legislativa, Erinaldo Alencar Fernandes, bem como a uma rede de servidores e pessoas jurídicas que seriam beneficiárias de um suposto esquema sistêmico de desvio de recursos públicos.
As desconformidades apontadas na representação e documentadas pelo órgão ministerial abrangem:
- Verbas indenizatórias: Questionamentos detalhados sobre o pagamento de diárias e verbas de natureza indenizatória.
- Gestão de frotas: Irregularidades na locação de veículos e potenciais desvios relacionados às despesas automotivas.
- Execução contratual: Suspeitas envolvendo a contratação de empresas prestadoras de serviço pela Casa Legislativa.
- Ordens judiciais: Inconsistências no repasse de verbas de natureza alimentar decorrentes de determinações do Poder Judiciário.
- Transparência e dados: Suspeitas sobre a integridade de documentos legislativos e a fidedignidade dos dados inseridos no Portal da Transparência.
Na justificativa para a conversão do procedimento, o Ministério Público assentou que a medida se tornou necessária ante a complexidade das ilicitudes documentadas e a necessidade de captação aprofundada de materiais e acesso assecuratório de provas.
Requisições, investigação policial e quebra de sigilo de faturas
Para dar andamento à coleta de provas sem comprometer a eficácia das medidas, a portaria determinou a aplicação de sigilo no procedimento. O promotor de Justiça responsável ordenou uma série de diligências operacionais conjuntas com órgãos policiais, fiscais e concessionárias de serviços públicos.
As medidas investigativas determinadas e seus respectivos focos de apuração constam detalhadas na tabela a seguir:

Nenhum comentário:
Postar um comentário