A Escola Brasil convidou entre outros artistas e personalidades petrolandenses, o poeta/cordelista Alexandre Sertão, para um bate- papo com os alunos. Na oportunidade o poeta recitou alguns dos seus cordéis, e falou a sua experiência em ter vivido a transição, que na época tinha apenas 12 anos.
O momento foi realizado na terça-feira 05/03, através do projeto O Porquê do 6 de Março - ano 2024, na própria escola. Com objetivo de resgatar a herança e valores culturais a cerca da história de Petrolândia.
Veja no fim desta matéria o cordel 'Triste Partir' da autoria do poeta Alexandre Sertão, que foi recitado para os presentes.
O FERIADO 6 DE MARÇO
O feriado 6 de Março em Petrolândia - PE, que marca a data magna da Transição da sede da antiga para a Nova Petrolândia, em decorrência a construção da Hidrelétrica Luiz Gonzaga nos anos 80. A Transição ficou marcada pelo 6 de Março de 1988, que somente em 2006 se tornara feriado municipal pelo projeto de lei nº 010/2006, pela ex-vereadora Dona Santa, na época presidente da Câmara.
E hoje, 08/03, a partir das 14h, a Escola Brasil irá realizar o evento O Porquê do 6 de Março - Ano 2024. Será na escola, na Rua Raimundo Lira, nº 10, por trás do Velho Chico.
Poeta Alexandre Sertão e Bibi (diretora da Escola Brasil)
BATE-PAPO COM OS ALUNOS SOBRE O 6 DE MARÇO
Cordel do poeta Alexandre Sertão, que fala da tristeza da mudança (Transição), mas sobre tudo da força do povo petrolandense e de todas as pessoas que vieram de outros municípios e estados, para a reconstrução de uma nova cidade.
TRISTE PARTIR (homenagem a Petrolândia – PE)
Olhar para o passado
E relembrar a nossa gente
Deixa o peito apertado
O coração fica doente.
Em saber que muitas coisas ficaram
Muitas pessoas nos deixaram
Só lembranças no presente.
Vem a vontade de chorar
Mas é preciso caminhar
Replantar novas sementes
Seguir a vida a cada passo
Remodelar um novo espaço
Renovar a nossa mente.
Devemos seguir em frente.
Recordar sim, coisas do passado
Costumes, tradições, valores
Sentimentos, paixões, amores
Quem vai tirar de nós nossas memórias?
Quem vai apagar nossas histórias?
Nossas brincadeiras no terreiro
O galo cantando no poleiro
O Sol a cada amanhecer
Que dava sentido ao viver
Os banhos de alegria no rio
Lavando nossas dores
Dando aos nossos dias, o brio
Ao nosso existir, valores.
Andávamos descalço na areia quente
Era quase um martírio
Mas não importava para a gente
Afinal, era gostoso caminhar
Pois sabíamos aonde ir, e para onde voltar.
Vamos respeitar o antigo
E sempre um novo, ir construindo
Para uma viva esperança renovar
Adeus, Petrolândia antiga
Que foi também Jatobá.
Devo seguir a minha vida
Com você no meu pensar
Tua gente segue em frente
Como pássaros semeando sementes
Cultivando outro torrão
No nosso amado, sofrido sertão.
Agora devo ir
Chegou a hora de partir
Pois nesta estação não posso ficar
Te deixar é minha sina
Com lágrimas a derramar
Mas saiba, o hoje me ensina
E aconteça o que acontecer
Eu quero lhe dizer:
Que sempre, eu hei de te amar!
Poeta Alexandre Sertão
BNE, Petrolândia, PE. 04/03/24 (Local e data da criação)
VEJA ABAIXO O CONVITE DA ESCOLA BRASIL PARA O EVENTO DESTA SEXTA-FEIRA 08/03/24






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