A sessão ocorrida na última segunda-feira trouxe uma soma de pautas importantíssimas. O filme exibido, “Rama Pankararu”, trata da luta dos povos originários pelo direito de existir, dos preconceitos, do misticismo, dos afetos e do sentimento de pertencimento. Apesar de não se tratar de um documentário, a jovem cineasta, Bia Pankararu, nascida entre Tacaratu e Petrolândia, antes da sessão faz um convite à diversão e explica: “é tudo verdade, tirando as mentiras."
O filme prende a atenção do começo ao fim pelo enredo. O reconhecimento da paisagem e das pessoas na telona provocam um misto de orgulho e emoção. A obra fala por si só, mas conhecer os motivos que levaram aquela jovem técnica de enfermagem pankararu, franzina, não atriz, a compor a cena e a equipe de produção é um complemento rico e inspirador. Conhecer as dificuldades de atuação, produção e distribuição enfrentados pela equipe nos faz refletir sobre talentos e oportunidades.
Financiamentos de projetos assim, fazem parte das políticas públicas de formação de público para as artes. O fomento à cultura contribuindo para a formação de uma sociedade mais sensível, criativa e crítica. Que o sucesso do Cine Clube Velho Chico sirva de estímulo a novos projetos nas diversas áreas das artes e educação no nosso município.
Vida longa ao Cine Clube Velho Chico!
Por Paula Francinete Rubens Menezes*
*Petrolandense, presidente do IGHP, autora do livro “ O jatobá que virou mar” e da obra “Fragmentos da História de Petrolândia”, ainda inédito.
Cine Clube Velho Chico no Instagram https://www.instagram.com/cineclubevelhochico/
(arquivo enviado por Paula Rubens)
Blog SNP, 07/07/23
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