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domingo, 6 de novembro de 2022

MPF pede informações ao Ibama e à PRF após árvore centenária ser derrubada em ato antidemocrático na BR-163 no Pará

MPF quer nomes dos responsáveis e informações sobre os veículos.


Castanheira centenária e ameaçada de extinção foi derrubada em manifestação contra resultado das eleições — Foto: PRF

O Ministério Público Federal (MPF) pediu informações a outros órgãos sobre medidas tomadas para identificar e responsabilizar autores do bloqueio no KM 332, na BR-163, no Pará, em que, para barrar o trânsito na sexta-feira (04.11) de manhã, foi utilizado o tronco de uma castanheira, espécie ameaçada de extinção. O pedido foi feito neste domingo (06.11).

A castanheira centenária foi derrubada na manhã de sexta-feira (04.11) por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro para bloquear a BR-163. A derrubada foi confirmada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na noite de sábado (05.11) e, de acordo com o órgão, esta não foi a única árvore. Os manifestantes cortaram outras árvores. A via foi liberada ainda na sexta-feira.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, os manifestantes derrubaram outras árvores no local — Foto: PRF

O trecho da BR-163 onde a árvore foi derrubada é em Novo Progresso, no sudoeste paraense, cidade que mais deu votos ao presidente Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições no Pará: quase 83% dos votos.

O MPF enviou à Polícia Rodoviária Federal e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) as solicitações de respostas sobre quais iniciativas foram adotadas para identificar e responsabilizar os autores da derrubada.

À PRF, o Ministério Público solicitou informações sobre o registro das placas dos veículos identificados no bloqueio, para que motoristas e passageiros sejam formalmente ouvidos; e a lista dos agentes policiais incumbidos da ação de retirada da árvore da pista e da possível negociação com os manifestantes.

O g1 solicitou posicionamento ao Ibama, à Polícia Federal, às Polícias Civil e Militar e à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, mas até o fechamento desta reportagem, não recebeu retorno.

Por Valéria Martins e Lissa de Alexandria, 
G1 Pará — Belém, 06/11/2022

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